Usinas para "fazer" água nas marginais, uma ideia para combater a crise hídrica

05/11/2014 17:34:29

Em meio à maior crise hídrica da história, uma ideia inusitada pode ajudar o abastecimento de água em São Paulo.

 

O engenheiro Pedro Ricardo Paulino, criador da Wateair –uma máquina que "faz" água condensando a umidade do ar– apresentou ao Governo do Estado uma proposta de construção de mini-usinas similares aos equipamentos nas marginais dos rios Tietê e Pinheiros.

 

A Wateair é uma máquina patenteada por Paulino em 2010. Ela aspira o ar usando turbinas e condensa as moléculas de água. Depois, um sistema de filtros e raios ultravioleta purifica a água e adiciona sais minerais. Por fim, o líquido pronto para consumo é armazenado num reservatório. As mini-usinas propostas seriam versões em larga escala das máquinas.

 

Esquema mostra as etapas da "fabricação" de água da Wateair

 

Paulino diz que é possível construir 20 destas usinas nas marginais, onde a umidade do ar é maior. Cada uma delas poderia, segundo o engenheiro, gerar 2 milhões de litros de água por dia - pode parecer muito, mas isto seria suficiente para abastecer apenas 12.422 pessoas, levando em conta dados da Sabesp. "O objetivo não é suprir completamente o abastecimento, mas criar opções para que as represas não sejam a única fonte", disse Paulino à Folha.

 

O valor do projeto ainda é incerto, já que uma usina deste tamanho nunca foi construída. As máquinas Wateair custam entre R$7.000 (a menor, que produz 30 litros de água por dia) e R$350 mil (a maior, que faz até 5 mil litros por dia).

 

Além disso, há o custo com energia: o criador diz que cada litro custa R$0,17 centavos, dinheiro gasto em eletricidade. No projeto das mini-usinas, estão previstas placas de energia solar para ajudar no fornecimento de energia.

 

Fonte: Folha de S.Paulo

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