Esta visualização mostra a impressionante diversidade de mundos alienígenas

08/11/2015 11:02:23

O designer gráfico Martin Vargic fez essa visualização meticulosa com mais de 500 exoplanetas descobertos por astrônomos até outubro de 2015 - e ela mostra que dois planetas nunca serão iguais.

Os astrônomos ainda estão tentando entender direito o fato de exoplanetas terem diferentes tamanhos, orientações e arquiteturas físicas. Nosso sistema solar conta com uma variedade considerável quando falamos dos nossos planetas locais, mas a diversidade em escala intra-galática é enorme.

Vamos pegar como exemplo Kappa Andromedae b, um gigante gasoso que é 13 vezes maior do que Júpiter. O recentemente descoberto Kepler 452-b é bem parecido com a Terra, só que é cerca de 60% maior do que nosso planeta. E temos também o HD 149026b, que conta com uma temperatura de superfície de cerca de 2.000 graus Celsius.

O novo pôster de Vargic (que pode ser visto em versão maior aqui) faz um ótimo trabalho ao mostrar toda essa diversidade interplanetária:

exoplanetas-2

Vargic descreveu o pôster em um email ao Gizmodo:

Essa visualização mostra mais de 500 exoplanetas descobertos antes de outubro de 2015 (cerca de 1/4 dos exoplanetas já descobertos), classificados de acordo com temperatura e densidade, mostrando a incrível variedade de mundos extraterrestres.

Várias classes conhecidas de exoplanetas aparecem no gráfico, como as superterras, Júpiter quente, Netuno quente, mundos aquáticos, anões gasosos ou planetas de diamante superdensos.

Todas as visualizações são baseadas no raio e temperatura estimados do planeta, no entanto outros fatores, como densidade, idade ou metalicidade estelar também são levados em consideração.

É importante destacar que todas as imagens são impressões artísticas desses exoplanetas. Poucos mundos alienígenas já foram diretamente visualizados, e eles tendem a ser um pouco… vagos:

exoplaneta-beta
O sistema Beta Pictoris, localizado a 63,4 anos-luz de distância. (Crédito: Gemini/Christian Marois, NRC Canada)

Esperamos que, com a nova geração de telescópios espaciais, como o James Webb, comecemos a ver imagens em alta resolução dos exoplanetas. Mas eles provavelmente nunca serão tão bonitos quanto nessas visualizações.

Fonte: Gizmodo