Cientistas criam forma de controlar máquinas com a mente sem exigir cirurgia cerebral

11/02/2016 10:56:13

O exército dos EUA busca formas de inserir dispositivos microscópicos em cérebros humanos para ajudar no controle de máquinas, como próteses robóticas, com a própria mente. E agora, a DARPA diz que cientistas encontraram uma forma de fazer isso – e sem precisar abrir o crânio do paciente.

Em um estudo financiado pela DARPA – agência do governo americano que cria tecnologias militares -, pesquisadores da Universidade de Melbourne (Austrália) desenvolveram um dispositivo que pode ajudar pessoas a usarem o cérebro para controlar máquinas. Essas máquinas podem ajudar pacientes a controlar deficiências físicas ou transtornos neurológicos.

No estudo, a equipe inseriu um objeto com o tamanho de um clipe de papel em ovelhas. Ele foi injetado nos córtices motores, área do cérebro que supervisiona o movimento voluntário. O dispositivo é semelhante ao “stent”, pequeno tubo que cirurgiões prendem em artérias para melhorar o fluxo sanguíneo e evitar uma possível obstrução.

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Esta versão, chamada de “stentrode”, é mais ou menos como um stent coberto em eletrodos, e meio que parece ter sido feita para ser usada por um ciborgue.

O dispositivo entra nos vasos sanguíneos através de um cateter que é inserido no pescoço do paciente, em vez de ser no crânio. É diferente de interfaces cérebro-máquina atuais (BMIs, na sigla em inglês), que exigem a abertura do crânio do paciente em um procedimento chamado craniotomia. Isso envolve remover uma parte do crânio para ter acesso ao cérebro.

O novo método facilita a inserção de um chip de computador ou prótese na cabeça do paciente. Em vez de abrir o cérebro da pessoa, o método de inserir uma BMI através dos vasos sanguíneos no pescoço reduz o risco de inflamar tecidos e outros perigos envolvidos nesse tipo de cirurgia.

A equipe planeja testar o dispositivo em humanos no ano que vem. Os resultados foram publicados na Nature Biotechnology. [DARPA]

Imagem via DARPA, GIF via University of Melbourne

Fonte: Gizmodo

Tags: #Ciência #Cérebro #Neurociência